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“Toda estratégia de controle incide em custos”, disse Saulo Oliveira, da Embrapa

Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Saulo Oliveira, falou agora à tarde (21) na FIMAN 2018 sobre

“Manejo integrado de doenças em mandioca”. Começou explicando a importância de definir o potencial dano de uma doença ao plantio da mandioca. “Algumas doenças não vemos os sintomas, mas podem trazer riscos à raiz”, afirmou.

 

Na sua apresentação Oliveira mostrou as principais doenças da mandioca no mundo, que são os vírus CMD (mosaico africano) e CBSD (estria marrom). Esses patógenos reduzem em até 80% a colheita, com perdas anuais estimadas em 1 US$ bilhão ao redor do globo. “Ocorre especialmente em países vulneráveis, como os africanos. Não há casos registrados no nosso país”, falou.

 

No Brasil, as doenças mais comuns são as podridões radiculares, cujos agentes causais existem em todas as regiões que têm plantio de mandioc, além de ser extremamente complexa. “O ideal é sempre fazer a prevenção, com estratégias básicas logo no início da produção. Pois nessa doença as raízes tuberosas são atingidas e a perda pode ser de 100%, mesmo que a planta não morra”.

 

É uma doença causada por diversos patógenos e tem três tipos conhecidos: a seca, a mole e a negra. Os sintomas são a podridão (mole, seca ou negra) nas raízes, no colo da planta e a falha acentuada na geminação, “a podridão das suas manivas, ocasionando a morte súbita”, acrescentou. Também, seguiu Oliveira, há outros indicativos dessa patologia, “é o caso da planta murchando, de forma ascendente”.

 

O pesquisador foi enfático ao dizer que é necessário planejar desde o início como manejar a doença e citou algumas medidas, como: buscar em órgãos de pesquisa as variedades existentes, a correção do solo, o uso das manivas sadias, uma drenagem eficiente, o plantio de camalhão, a rotação de cultura, um sistema de plantio e a integração de manejos. “O ideal é escolher as plantas sadias, aquelas que estão com sintomas devem ser descartadas para evitar a propagação”.

 

Na sequência, Oliveira falou de outra doença bastante comum no país, a Bacteriose, muito disseminada na região centro-sul do país. Esta doença tem uma incidência bem alta em todas as regiões do mundo. Afeta a produtividade e a qualidade das manivas sementes. “Muitas vezes está associada à redução de qualidade”.

 

Oliveira também mostrou os sintomas da Bacteriose, que são: manchas angulares nas folhas – também chamadas de “encharcamento”, requeima das folhas, necrose da haste e exsudação da goma. Os métodos de controle são: buscar variedades resistentes, seleção natural de plantio, eliminação de restos culturais e de partes de plantas afetadas.

 

Por fim, Oliveira explicou sobre outras doenças, como as mosaico comum e das nervuras, o superbrotamento e o couro de sapo. A FIMAN 2018 segue acontecendo nesta quarta-feira (21) no Parque Internacional Costa e Silva, em Paranavaí.

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