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Setor precisa se unir para enfrentar desafios como excedentes de produção da mandioca

E começou a programação do segundo dia da FIMAN 2018. A palestra de boas-vindas foi ministrada pelo gerente industrial da CM3 Amidos, Gledson Pacheco, que falou sobre tendências do mercado de fécula no Brasil.

 

Pacheco traçou um panorama sobre o atual cenário produtivo nacional, que tem na mandioca o 8° produtivo agrícola, o 6° produto em valor de produção e que gera 1 milhão de empregos diretos nas fases de produção agrícola e no processamento de farinha e fécula. O Brasil conta com 73 fecularias (o Paraná, por sua vez, possui 45 do total de fecularias instaladas em solo nacional), responsáveis pela produção de cerca de 250 toneladas por dia, com capacidade de produção de cerca de 95 mil toneladas por mês e um mercado consumidor que oscila entre 35 mil e 52 mil toneladas mensais. O consumo médio de 43,5 mil toneladas mensais demonstra uma ociosidade produtiva do setor de 55%.

“O momento atual mostra o Nordeste com uma boa produção, o que vem inviabilizando o consumo da farinha produzida no Sul”, disse Pacheco. Segundo ele, os bons preços de 2017 resultaram em um plantio maior da mandioca nas regiões industriais. Outubro e Novembro deste ano têm vivenciado um momento atípico referente a preços de mandioca e fécula. “Historicamente, temos uma elevação nos preços devido a queda da renda e da produtividade”, falou. A tendência, com esse movimento oposto, será a possibilidade de um excedente na produção de mandioca para 2019 e 2020. Como o consumidor final não tem a capacidade para absorver toda a produção disponível, e as fecularias não conseguem absorvê-la sem que haja oferta e baixa nos preços, só quem sairia beneficiado seriam as indústrias que utilizam a fécula como matéria-prima para seus produtos.

Este seria o momento para fortes iniciativas de exportação, possíveis apenas mediante uma organização maior do setor da mandioca. Para Mauricio Gehlen, organizador da FIMAN 2018, existem poucas políticas agrícolas no país para valorização da cultura da mandioca. “Reuniões como a da Câmara Setorial da Mandioca, vinculada ao Ministério da Agricultura, colocam em pauta que ações o Governo Federal pode executar em casos de super oferta, interferindo positivamente para que variações tão extremas de preço não aconteçam”, disse.

Ele citou como exemplo as AGFs (Aquisição do Governo Federal), realizadas em 2012, efetuadas para que o excedente não fosse comercializado a preços que não cobrissem o valor de produção.

Foto: Nivaldo Santos

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